







Cheguei na segunda, procurei apartamento para morar na terça, vi um apartamento que eu adorei na quarta a tarde, e na sexta a noite peguei a chave e me mudei. Jogo rápido! Eu estava com a idéia de morar em downtown, perto de tudo, mas acabei optando por ficar no outro lado do rio em um lugar super charmoso chamado Kangaroo Point. Olha a vista da varanda...
Eu trabalho como uma louca, mas vale a pena... Dessa vez tive oportunidade de conhecer a Nova Caledonia. 'E um pais bem pequeno na Melanesia (sudoeste do Oceano Pacifico), ainda considerado territorio frances. A ilha 'e cercada pelo segundo maior recife de corais do mundo - so perdendo para o Great Barrier Reef na Australia. Tem 240 mil habitantes, sendo metade deles Kanaks, a populacao indigena originaria desta ilha. Outra grande parcela da populacao 'e de europeus (e decendentes) que vao buscar uma qualidade de vida melhor, ou se aposentar. 





(1) Consegue-se comprar praticamente qualquer coisa no mercado informal nas ruas, na janela do carro. Só nesse trajeto vi vendedores oferecendo: frutas, acessórios de carro, galinhas vivas, ferro de passar, carrinho de bebê, cabideiros, tapetes (dos grandes!), quadro branco, roupas sociais, malas de viagem, DVDs, óculos de sol, compra/venda de dólar... Eles trazem a maioria dos produtos do famoso mercado "Roque Santeiro" (um dos maiores mercados a céu aberto do mundo) que é o principal centro de abastecimento da cidade.


(2) Na falta de transporte público na cidade, existem os "candongueiros". São vans pintadas de branco e azul (que aparecem nas fotos aí em cima), sempre acima da lotação máxima, dirigindo de maneira nada segura e ajudam a deixar o trânsito ainda mais caótico.
(3) No meio do caos da cidade, só mesmo uma boa música para animar! Os principais ritmos de Angola são o Semba, o Kuduro e a Kizomba. O semba é também conhecido como "umbigada", antepassado do nosso samba brasileiro e de outros ritmos africanos. O Kuduro é o funk dos angolanos, uma mistura de rap com funk que surgiu nas periferias e virou febre. Já a kizomba é um ritmo mais leve, fusão entre o semba e o zouk. Uma variação da kizomba é a "tarrachinha", bem mais lento e sensual com uma maneira bem "particular" de dançar.
Aproveitando o tema musical, quem quiser conhecer um ritmo diferente, vale a pena conferir o vídeo da cantora Lura, que é cabo-verdiana. Ela canta em crioulo, que é uma mistura de português com línguas nativas de Cabo Verde, e é a língua não-oficial do país.
Luanda, como sempre, me surpreende a cada vez que venho. É incrível ver as mudanças que a cidade vem passando nos últimos anos: a reconstrução pós-guerra civil patrocinada pelos enormes investimentos estrangeiros da indústria do petróleo muda a paisagem da cidade, trazendo infra-estrutura, novos negócios e mais investidores. Os vôos chegam lotados à Angola com pelo menos 70% de chineses e filipinos que vem trabalhar na construção civil. Pequenos investidores de vários lugares do mundo (muitos brasileiros) vem para o país montar pequenos negócios que geram mais empregos, renda, e ajudam a impulsionar ainda mais a economia. Hoje já temos aqui uma rede de padarias brasileiras, restaurantes para todos os gostos e bolsos, shopping center, cinemas, tem até um Bob's no lugar mais badalado da cidade e um mega hotel 5 estrelas sendo construído. O problema é que o custo de vida ainda é elevadíssimo. Grande parte dos produtos que encontramos no supermercado ainda é importado (pois não tem produção interna para suprir a grande demanda), fora o preço que se paga pelos serviços básicos como água e eletricidade - aqui precisa ter um gerador em casa para garantir energia elétrica disponível 24h/dia.Continuando a compartilhar minhas reflexões:
(2) Quanto que ajudamos/prejudicamos o planeta com relação aos recursos naturais e meio ambiente? Vale a pena dar uma olhada no site http://www.myfootprint.org/.





